domingo, 10 de dezembro de 2017

Acidente grave mata quatro pessoas na Praia do Araçagi Um micro-ônibus perdeu o controle e capotou na descida principal que dá acesso à praia; Até o momento, foi confirmada a morte de duas crianças e mais duas pessoas

A van perdeu o controle e capotou na entrada principal da Praia do Araçagy. Foto: Imagens do Whats App
Um acidente grave deixou quatro pessoas mortas, até o momento, na manhã deste sábado, 9, na Praia do Araçagi, região metropolitana de São Luís. Segundo a perícia, entre as vítimas estão duas crianças, duas pessoas ainda não identificadas e outros 15 feridos.
Informações dão conta de que o condutor de um micro-ônibus, de marca Volare, com placa do município de Bacabeira, vinha de Rosário transportando passageiros para a praia. O motorista perdeu controle da direção e capotou o veículo no fim da descida principal da Praia do Araçagi.
Várias viaturas do Samu e Corpo de Bombeiros prestaram primeiros socorros às vítimas. Duas crianças que eram irmãs, além de um homem e uma mulher ainda não identificados morreram. Uma das crianças ainda foi encaminhada à UPA do Araçagi com vida, mas não resistiu aos ferimentos e veio a óbito.
O motivo do acidente ainda não foi confirmado, mas a perícia irá avaliar uma possível falha no freio do veículo. O motorista fugiu imediatamente após o acidente. A polícia do 8º Batalhão segue em busca do condutor.

SE NÃO HOUVER UM CONSENSO, DOS PAÍSES QUE AMEAÇAM O MUNDO PRATICAMENTE A GUERRA COMEÇOU

Crime em família: E quando o inimigo mora dentro de casa? Modalidade de homicídio considerada rara, o crime em família choca pela maldade e pelo desprezo a um dos pilares dos valores sociais: a preservação da família

Reprodução
“É o fim dos tempos”. “Falta amor e compaixão no mundo”. “Cadê os valores familiares?” “Como pode um filho matar um pai?” “Que tragédia”!  Esses e outros comentários e questionamentos encheram as redes sociais desde a última quarta-feira, 6, quando o ex-prefeito de Barra do Corda Manoel Mariano de Sousa, o “Nenzim”, foi assassinado, e o acusado é o próprio filho, Mariano Júnior.
Quem nunca discutiu ou brigou com um irmão ou parente? Confusão em família existe desde os tempos bíblicos. Em certos momentos, a situação fica sinistra, resultando em morte. O primeiro fato que remete a desavenças familiares vem dos tempos bíblicos. Os irmãos Caim e Abel, filhos de Adão e Eva, foram protagonistas da primeira tragédia em família que conhecemos. Caim, tomado pela inveja ou o ciúme por não ter conseguido agradar a Deus com uma oferta tão boa como a de Abel, decide matar seu irmão. Este é o exemplo de crimes em família mais antigo da humanidade.
No caso de Nenzim, o ex-prefeito foi assassinado com um tiro no pescoço, na manhã da última quarta-feira (6), na zona rural de Barra do Corda, a 341km de São Luís. Ele foi encaminhado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Barra do Corda e em seguida, transferido para um hospital no município de Presidente Dutra, mas acabou falecendo. Mariano Júnior, o filho, está detido junto com outros dois suspeitos do envolvimento no crime.
Matricídios, fratricídios, enfim, crimes cometidos entre familiares, não são fáceis de serem aceitos, nem de serem explicados em condições normais.
Segundo o psiquiatra Dr. Ruy Palhano, condutas criminosas como essas são muito complexas. “O que a gente observa na literatura especializada é que não existe um fator específico para determinar um crime dessa natureza. São múltiplos os fatores que acabam colaborando para a expressão desses crimes em família”, explica Ruy Palhano.
Dentre os fatores, ele destaca a desagregação familiar. Segundo ele, essas tragédias se dão frequentemente em lares de famílias desagregadas. Que não cultivam a fraternidade, a colaboração,  compreensão,  o amor.
“Depois de um crime desses, as coisas, que já estão despedaçadas em família, ficam estraçalhadas mais inda. É como se fosse a ponta de um iceberg. E quando surge uma tragédia assim, é porque a coisa embaixo é muito pior. Você não explica isso em condições humanas e naturais. Um família dessas já está desagregada de todos os seus valores. E não estou falando de um caso específico, estou falando em termos gerais, em tese do ponto de vista profissional”, afirma o psiquiatra.
Dentre os fatores apontados pelo especialista figura a desigualdade. “O que se espera de uma família é que ela possa ser solidária, estar junta, fomentar a própria  entidade, o amor mútuo. E quando se verifica o fratricídio, matricídio, o que seja,  se observa que há algo desagregado”, diz o médico.
Os interesses pecuniários também motivam a tragédia. “O filho tem interesse no patrimônio do pai, ou vice-versa, ou os irmãos. Assim, se estabelece uma espécie de competição desvairada, no sentido de posse propriamente dita, de interesses mercantis…, isso acaba sendo predominante”, aponta.
A doença mental também é apontada como um agente motivador. “Uma doença mental em que o paciente não esteja em tratamento, acaba alimentando o ódio entre parentes e deflagrando esses crimes, embora não seja tão frequente quanto se pensa”, comenta.
Outro ponto são os litígios de patrimônio, posse por terras, briga de irmão por divisão de bens… “Em condições naturais, jamais alguém matará seus familiares.  São coisas que não se aceitam”, finaliza o psiquiatra.
Relembre 
Manoel Mariano de Sousa, mais conhecido como Nenzim, foi morto na manhã do dia 6, com um tiro, quando se deslocava para sua fazenda. O filho, Mariano Filho, que acompanhava o pai na ocasião, disse num primeiro momento que ele teria sido abordado no percurso por dois homens em uma moto, que atiraram e mataram o ex-prefeito. Na sexta-feira, 8, Mariano Filho foi preso suspeito de ter assassinado o próprio pai.

Outros casos

Filha mata a mãe
Em julho de 2016 um crime chocou a população do estado. Uma garota de 14 anos e o namorado, de 16 anos, foram apontados como autores do crime de assassinato de Tatiana Albuquerque Cutrim Alves. Detalhe, Tatiana era mãe da garota. Segundo a Polícia Militar, o rapaz teria esfaqueado a mulher enquanto a garota a segurava para facilitar a ação. O crime teria sido motivado pela oposição da mãe ao relacionamento dos dois. Após o crime, eles fugiram para Santa Inês, onde estavam procurando uma casa para alugar. A jovem confessou o assassinato. Ambos foram trazidos para São Luís.
Filho mata o pai
Em agosto deste ano a população conseguiu deter um homem, Francisco, acusado de ter matado o próprio pai no povoado Barra da Ininga (Caxias) e entregou para a polícia. Segundo informações da vizinhança, pai e filho brigavam muito e no ano de 2014 o pai do acusado efetuou um corte em Francisco que o deixou internado em Caxias durante vários dias.
Pindaré-Mirim
Segundo as investigações da 7ª Delegacia Regional de Pindaré-Mirim há parentes da vítima envolvidos no crime de empresário em Pindaré Mirim. Em julho deste ano, o empresário Fernando Henrique Cruz Pinho foi assassinado. A polícia suspeita que há envolvimento de familiares no crime. À época a 7ª Delegacia Regional de Pindaré-Mirim, que investiga o caso, ficou surpresa ao descobrir o envolvimento de uma filha da vítima como principal suspeita de ser mandante do crime. Além de dela, a polícia suspeita do envolvimento de Cleiton Cerqueira Frazão, primo de Elineiva e que teria sido o autor dos disparos. Dono de depósito de material de construção, Pinho também tinha imobiliária. A polícia suspeita que a motivação do crime foi interesse financeiro.
Morto a facadas
Em Zé Doca, em 2015, uma jovem de 17 anos matou o pai a facadas para defender o irmão de 4 anos. De acordo com populares, Raimundo Vieira da Silva possuía problemas com o álcool e não era a primeira vez que agia com violência. Crime foi cometido após ele chegar embriagado e ameçar matar o garoto de 4 anos. Outro filho do casal, de 15 anos, relatou que a irmã realmente assassinou o pai. O caso foi constatado como legítima defesa.
Presidente Dutra
Em abril deste ano um jovem de aproximadamente 20 anos foi morto com um golpe de faca desferido pelo próprio pai na cidade de Presidente Dutra. Segundo informações de populares a confusão começou porque o pai chegou em casa bêbado, e agrediu a esposa, foi nesse momento que a vítima tentou conter os nervos do pai e acabou sendo atingido com um golpe de faca.
Bebê morto pelo pai
Em 2015, no povoado Alto do Campo, zona rural de Coroatá, Antonio da Conceição Sousa, 26 anos, tomou o filho, de apenas 3 meses, dos braços da mãe e o atirou por diversas vezes contra a parede da casa onde morava e ainda mordeu o menino. O menino morreu e Antonio da Conceição foi rendido pelos populares até a chegada da polícia. Segundo informações de familiares, Antônio da Conceição Sousa, 26 anos, tem problemas psicológicos, segundo a família, e na madrugada do crime, chegou em casa apresentando distúrbio.
Matou a esposa
Na noite de sexta-feira, 8, na Liberdade, mais um crime contra a mulher. Júlio César Santos Arouche foi encaminhado pela polícia ao plantão policial após matar a esposa, Simone Régis Sales, de 28 anos. A jovem foi morta a facadas. Após o crime o homem tentou suicídio

Nenzin foi alvejado com tiro à queima-roupa, sem chance de socorro A perícia constatou que o tiro que levou a óbito o ex-prefeito de Barra do Corda, o Nenzin, foi disparado a cerca de 15cm do corpo da vítima

Ex-prefeito de Barra do Corda, morto com tiro à queima-roupa.
Segundo o delegado de Barra do Corda, Renilton Ferreira, “o Júnior [Mariano Filho] contou histórias contraditórias, que fogem da realidade policial de crimes de pistolagem e vão contra a versão constatada pela Perícia”.
Primeira versão
Em primeiro depoimento à polícia, Mariano Filho disse ter parado o veículo, no percurso da fazenda, para que seu pai pudesse fazer necessidades fisiológicas. Ao descer do veículo, de costas, Nenzin teria sido alvejado com tiro, disparado à longa distância, e caído entre o console do carro e os braços do filho. Ainda de acordo com o relato, antes de morrer, a vítima teria gritado: “Mariano”.
Com o pai baleado dentro do veículo, Mariano teria seguido para casa do amigo advogado em busca de socorro. “Não há lógica da pessoa com pai baleado, morrendo em seu colo, procurar por um advogado. A lógica é correr atrás de um profissional da saúde. O pai estava sangrando”, retrucou o delegado ao questionar a versão contraditória do depoimento.
Com o amigo advogado conduzindo o veículo, os três teriam seguido para o hospital e, no caminho, Mariano Filho teria pedido para passarem pelo comitê para a troca de condutor. O amigo desce do veículo e a direção é assumida pelo motorista particular de Mariano. Após a troca, seguiram para a UPA: Mariano, o motorista e o pai baleado.
Segunda Versão
Em depoimento na manhã de hoje, 8, Mariano Filho se contradisse ao dizer que nem sequer ouviu o disparo que atingiu seu pai.
Resultado da Perícia
Ao analisar o cadáver de Nenzin, a perícia constatou que se tratava de tiro disparado à queima-roupa, a cerca de 15cm de distância do corpo da vítima, e não a longa distância, como havia declarado Mariano Filho em primeira versão.
Segundo os médicos que fizeram os primeiros atendimentos a Nenzin na UPA, ele já teria chegado à Unidade de Pronto Atendimento sem sinais vitais. Ao que parece, embora grave, ainda teria dado tempo de socorrer a vítima, se Mariano não tivesse ficado rodando com o veículo, como mostraram câmeras de segurança no local do crime.
“Desconfiamos do intervalo entre o disparo e o atendimento médico e constatamos, de acordo com câmeras de segurança que filmaram o percurso do carro, que, possivelmente depois do disparo, ele ficou rodando com a vítima dentro do carro”, afirmou o delegado.
Fuga e Apreensão 
Mariano Filho teve conhecimento do mandado de prisão, contra ele expedido, durante a missa do pai, antes do sepultamento, e fugiu. As equipes de polícia civil e militar de Barra do Corda passaram a noite em buscas e, na manhã de hoje, 8, o acusado foi preso em uma residência ainda não especificada.

Acompanhe aqui outros detalhes sobre o assassinato de Nenzin

É MUITA CRUELDADE UM FILHO ASSASSINAR SEU PRÓPRIO PAI E VEJA QUAL FOI O MOTIVO O JÚNIOR ESTAVA ACABANDO COM OS BOIS DA FAZENDA DO PAI Mariano Filho é preso pela morte do próprio pai, o Nenzin

Havia um mandado de prisão expedido contra ele. Dois suspeitos de participar do crime foram presos na noite de ontem

Preso, Nenzin Júnior, acusado de matar o próprio pai.
A polícia prendeu, no início da manhã desta sexta-feira, 8, Manoel Mariano de Sousa Filho, o Júnior do Nenzin, de 47 anos. Ele é suspeito de matar o próprio pai, ex-prefeito de Barra do Corda, Manoel Mariano, o Nenzin, político e fazendeiro conhecido na região.
Havia um mandado de prisão expedido contra ele. Dois suspeitos de participar do crime foram presos na noite de ontem. Mariano Filho, que também é conhecido como Vaqueiro da Barra e já foi candidato a prefeito da cidade, estava foragido.
Nenzin foi morto na manhã da última quarta-feira, 6, quando se deslocava para sua fazenda. Na primeira versão que veio à tona, contada pelo filho, ele teria sido abordado por dois homens em uma moto, que atiraram e mataram o ex-prefeito. Mariano Filho, que estava com o pai, nada sofreu.
Sobre Mariano Filho
Manoel Mariano de Sousa Filho, o Júnior do Nenzin, ou Vaqueiro da Barra, como também é conhecido, foi candidato a prefeito de Barra do Corda pelo Partido Verde, mas não venceu. Tem 47 anos e ensino médio completo. Na eleição, perdeu para o atual prefeito, Eric Costa, por uma diferença de 1700 votos. Seu irmão, Rigo Teles, é deputado estadual.
Outras participações no crime
Na noite desta quinta-feira, 7, o delegado de Barra do Corda, Renilton Ferreira, confirmou prisão temporária de duas pessoas envolvidas no crime que tirou a vida de Manoel Mariano de Sousa, ex-prefeito da cidade.
Francisco David Correia de Freitas, conhecido como David, e Luzivan Rodrigues da Conceição Nunes, conhecido pela alcunha de Luizão. O primeiro, amigo de Mariano Filho; o segundo, funcionário da fazenda de Nenzin.
Há indícios de que David participou na ocultação de provas. Ele teria levado a camionete de Mariano Filho para o lava jato e solicitado lavagem completa do veículo, incluindo retirada dos bancos.
Luizão, vaqueiro da fazenda, teria informado a Mariano Filho sobre a visita de seu pai à fazenda, com intuito de realizar contagem dos gados, na manhã do dia 6, data em que foi assassinado.
Furto de gados
O furto dos gados na fazenda de Nenzin vinha acontecendo há longo tempo. Segundo informações, Mariano Filho, com ajuda do vaqueiro Luizão, era o principal responsável. Ele vendia gados para pagar dívida de sua campanha política.
No dia do crime, Nenzin voltava à fazenda para conferir o número de gados. Das 635 cabeças, restavam apenas uma média de 60. Sumiço de praticamente 600 cabeças de boi, que seria detectado naquela manhã.
Sabendo da visita para contagem de bois, o vaqueiro Luizão teria entrado em contato com Mariano Filho e informando que não levaria a culpa sozinho. Estava disposto a contar a Nenzin sobre a autoria do filho.

sábado, 9 de dezembro de 2017

UM ABSURDO UM FILHO MATAR SEU PRÓPRIO PAI A QUEIMA ROUPA É REALMENTE CHOCANTE. - Quem é Júnior do Nenzin que está preso, e acusado pelo assassinato do próprio pai. O homem, fazendeiro e envolvido na política da região de Barra do Corda, foi preso na manhã desta sexta-feira, 8, pela Polícia, suspeito de ter assassinado o ex-prefeito do município

O homem, fazendeiro e envolvido na política da região de Barra do Corda, foi preso na manhã desta sexta-feira, 8, pela Polícia, suspeito de ter assassinado o ex-prefeito do município

Manoel Mariano de Sousa Filho, o Júnior do Nenzin ou simplesmente Vaqueiro da Barra, 47 anos, ensino médio completo. Preso na manhã desta sexta-feira, dia 8, é o principal suspeito de ter matado o próprio pai, ex-prefeito de Barra do Corda, Nenzin. O acusado quase chegou a ser eleito gestor do município nas últimas eleições (perdeu com diferença de 1.700 votos para o atual prefeito, Eric Costa), e ganhou, além da notoriedade que já vem com o sobrenome, a confiança de milhares de moradores com uma campanha cativante.
A família é tradicional, com forte influência política e econômica no município e na região. Fazendas com criação de gado, postos de combustíveis e imóveis são prova. Sempre unida, segundo relatos de moradores, principalmente em época de pleito eleitoral. Entre as polêmicas, destaca-se a prisão de seis membros da família (incluindo, além de Nenzin, a matriarca da família, dois filhos e uma nora) em 2011, durante a Operação Astiages, da Polícia Federal, que investigava desvio e apropriação de recursos públicos, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. “Aqui e ali se ouvia algum boato sobre desavenças, intrigas e interesses mútuos, mas nada que causasse surpresa ou que fosse de muita relevância”, informou uma barra-cordense que conhece a família de Nenzin há cerca de 20 anos, e não quis ser identificada.
Júnior do Nenzin esteve na missa de corpo presente do pai nesta quinta-feira, 7. “Estava próximo à família e bastante emocionado. Todos que ali estavam não acreditavam na hipótese de ter sido ele o planejador do assassinato”, disse a amiga da família sobre o comportamento do acusado de envolvimento no crime. Ela conta que nunca soube ou presenciou condutas negativas em relação a Júnior do Nenzin.
Antes de ser preso, o filho de Nenzin chegou a publicar em sua conta no Instagram uma imagem de fundo preto, de luto, sem legendas. As outras publicações, com mais de um ano de intervalo, são fruto da campanha eleitoral do ex-candidato a prefeito. Entre elas, uma demonstração de carinho e respeito ao pai. “Agradeço a Deus pelo meu pai, símbolo e exemplo de vida, um guerreiro que nunca fugiu da guerra e que sempre esteve ao meu lado para me apoiar e orientar”, escreveu.
Irmão do deputado estadual Rigo Teles, Júnior do Nenzin durante a última campanha para prefeito foi “bem aceito nas pesquisas” e “passou uma imagem positiva, cativante perante seus eleitores”, informou a moradora de Barra do Corda. O clima no município é de surpresa. “[Júnior] sempre passou a imagem de um sujeito equilibrado e simples, nunca foi de ostentação e vivia de trabalhos na fazenda do pai”, concluiu.

O caso

O ex-prefeito de Barra do Corda, Nenzin, foi morto na manhã da última quarta-feira, dia 6, quando se deslocava para sua fazenda. O filho, que acompanhava o pai na ocasião, disse num primeiro momento que ele teria sido abordado no percurso por dois homens em uma moto, que atiraram e mataram o ex-prefeito.
As contradições, no entanto, vieram à tona nos depoimentos posteriores de Júnior do Nenzin, que afirmou não ter sequer ouvido os disparos. Outro ponto controverso é que o filho “ficou rodando com a vítima dentro do carro”, de acordo com a Polícia, antes de prestar socorro.
Com a perícia do corpo, foi constatado, ainda, que o tiro foi disparado a cerca de 15 cm de Nenzin. Júnior teve mandado de prisão expedido durante a missa de corpo presente do pai, e fugiu. Foi capturado na manhã desta sexta-feira, 8, e levado à Pedrinhas, onde permanece até agora.
Além de Júnior do Nenzin, outros dois homens são suspeitos de envolvimento no crime: Francisco David Correia de Freitas e Luzivan Rodrigues da Conceição Nunes, conhecido pela alcunha de Luizão. O primeiro, amigo de Mariano Filho; o segundo, funcionário da fazenda de Nenzin.